12/12/2017

ADMINISTRAÇÃO - Campanha de solidariedade


Com a ida a São Joaninho, no passado dia 8 de Dezembro de 2017, deu-se início ao cumprimento da decisão tomada em reunião do Conselho de Administração de participar activamente no apoio às vítimas dos incêndios florestais que, mais uma vez, devastaram o País.
A desproporção entre as necessidades decorrentes da catástrofe e o contributo possível a UNISETI tornariam modesto o seu gesto. Porém, aquelas forças que nem sequer suspeitamos ter e que surgem em momentos dramáticos, brotaram na nossa Escola e o modesto gesto que seria o nosso, converteu-se num acto sublime de amor ao próximo.
Fomos a uma das zonas mais castigadas pelos incêndios, com vítimas mortais, duas delas familiares de um dos nossos docentes. Levámos o que pudemos angariar: alimentos, agasalhos, ferramentas, um motocultivador adquirido basicamente com os contributos da comunidade UNISETI. Mas levámos, sobretudo, a nossa presença. Assim, fomos visitar o ex-libris da zona, a "Olaria Moderna" , de Molelos, onde ainda se fabricam artesanalmente, objectos de barro preto; vimos trabalhar o barro e a seguir fomos fazer compras à loja que, praticamente esvaziámos. Depois fomos almoçar ali próximo, em Teixedo e também aí fizemos despesa. Por último a visita a São Joaninho, passando rapidamente pela zona mais crítica, por insistência do Sr. Presidente da Junta de Freguesia, já que, para desgraça, basta o que ouvimos e vimos nos noticiários.  Na Junta de Freguesia pudemos verificar que a solidariedade humana não é coisa vã: uma quantidade enorme de bens, sobretudo alimentares, ocupava quase por completo o vasto espaço de armazenagem, disponibilizado para esta emergência. A estes bens se juntaram os nossos que connosco viajaram. Por último, procedeu-se à formalização da oferta do motocultivador entregue no dia anterior por uma empresa transportadora. 
Regressámos com o sentimento de ter praticado uma acção que muito nos dignifica, nos engrandece e nos reforça internamente.
Certamente não ficará por aqui.





Preparando o barro para...





...moldar...



...brunir ...




















...decorar e cozer...
















...e vender.






Conversa com o Sr. Presidente da Junta, durante o almoço










Sede da Junta de Freguesia de São Joaninho





A Aldeia


A entrega do motocultivador








Assinatura do procolo



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..e aquele abraço...


























27/11/2017

Conhecer Setúbal - Pedro Marques



No âmbito das actividades da disciplina "Conhecer Setúbal" esteve entre nós o artista plástico Pedro Marques que, perante uma sala repleta, deu a conhecer o seu percurso de vida e da dimensão do seu trabalho artístico.
No fim da aula, Pedro Marques ofereceu à UNISETI, um dos seus trabalhos "Pássaro Pernilongo (cachalote)", executado em ferro, com anodização. A obra foi acompanhada do respectivo Certificado de Autenticação.

  

21/11/2017

ADMINISTRAÇÃO - Uniseti solidária

Amigos,


A UNISETI, desde o primeiro momento partilhou na dor e no luto que a onda de incêndios provocou em dezenas de famílias portuguesas.
Mas o sentimento de solidariedade tem que forçosamente materializar-se em acções bem concretas.
Assim, já fizemos a recolha e envio para as zonas afectadas de uma razoável quantidade de bens. Continuamos a sensibilizar toda a comunidade UNISETI, para a continuação do fluxo de ofertas,  através das iniciativas que se vão anunciando.
A povoação de São Joaninho é o nosso próximo objectivo: para eles estamos recolhendo bens alimentares não perecíveis e tudo se está conjugando para a oferta à Junta daquela Freguesia de um motocultivador para uso comunitário, sob controlo da Autarquia.
A campanha de recolha de fundos para a aquisição daquela máquina, lançada pela Administração, está produzindo os seus frutos e com a colaboração de todos conseguiremos o nosso objectivo.


COLABORA!   

SÃO JOANINHO PRECISA DELE


20/11/2017

ADMINISTRAÇÃO - XIV aniversário da UNISETI

No passado dia 13 a comunidade UNISETI celebrou mais um aniversário da fundação da instituição. E já lá vão 14 celebrações e muitas mais virão a avaliar pelo espírito de camaradagem e pela amizade demonstrada durante aquele par de horas de confraternização. a UNISETI está muito forte.
Seguem-se algumas imagens para mais tarde recordar:

























16/11/2017

ADMINISTRAÇÃO - Visita de estudo ao Fundão




Já passava das seis horas e quinze minutos do dia dez de Outubro deste ano de dois mil e dezassete e o autocarro que nos levaria à estação de Santa Apolónia, não aparecia. A preocupação generalizou-se e agravou-se quando alguém recordou que "o comboio não espera". Nisto, surge o dito autocarro para sossego dos corações e lá seguimos para Lisboa  já o Sol pintava a alvorada com as suaves tintas da manhã.
Em Santa Apolónia esperava-nos o comboio que deveria ter uma carruagem especial para os admiradores de Eugénio de Andrade e da sua poesia.
Como por perto não havia vivalma que nos desse qualquer informação dirigimo-nos ao "guichet" para esclarecimento das nossas dúvidas, sobre a carruagem a utilizar.
Fomos muito bem atendidos por um jovem empregado, delicado, bem falante, bem disposto, tentando ser engraçado ao referir-se à poesia mas completamente incompetente como viemos a verificar pouco depois pela inutilidade das informações que nos prestou.
Conjecturando sobre o que fazer, demos de frente com um jovem senhor, muito bem posto, com aspecto de quadro superior dos comboios. Aqui está a salvação, pensámos. Puro engano, o tal senhor, com ar sabedor manifestou as suas dúvidas quanto à utilização da tal carruagem naquela composição pelo que o melhor era entramos para a carruagem nº 2 como constava nos bilhetes. E assim fizemos. Talvez a carruagem só para nós seja no regresso, pensámos.
Porém, a colega Elvira Sanches que não nos acompanhou desde Setúbal, e já instalada na tal carruagem, estanhou estar ali sozinha. Estabelecidos os contactos, (bendito telemóvel) e esclarecida a situação, mudámos todos para a devida carruagem, no Entroncamento. Foi digno de ver, um caso prático de envelhecimento activo: quarenta pessoas já maduras, mudaram de carruagem, com malas e outras atrapalhações enquanto o diabo esfregou um olho. Aí sim, tivemos a ajuda de um eficaz funcionário.
Pelas onze horas e quarenta minutos chegámos a Castelo Novo, onde desembarcámos, numa paragem só para os utentes da referida carruagem.
Esperáva-nos a acompanhante Olga, dinâmica e prestável. 
Visitámos o castelo mandado erigir por D. Sancho I em 1202, deambulámos pelas ruas da localidade onde o tempo parece escorrer lentamente. Passámos pela praça principal com seu pelourinho e a fonte mandada construir por D. João V. 
Ali perto é extraída a água do Alardo.
Depois da caminhada, durante a qual nos apercebemos dos estragos do fogo, fomos almoçar. Almoço saboroso e abundante.
O percurso pedestre "Caminho de Eugénio de Andrade" não se efectuou dado o seu grau de dificuldade para alguns companheiros, de maneira que subimos para o autocarro e seguimos para a Póvoa da Atalaia, terra natal de Eugénio de Andrade. Vimos a casa onde viveu enquanto menino e na rua as mulheres vestidas de preto de que nos falava o poeta.
Dois jovens, num espaço exterior, animaram a nossa presença: um deles recriava a figura de Eugénio de Andrade, outro dizia versos do poeta. Marcou a todos os versos referentes à sua mãe. Até houve lágrimas. A actuação terminou na Casa da Poesia.
E seguimos para o hotel, muito agradável e confortável. O jantar que nos serviram foi uma orgia de sabores, tudo muito bom e "acabadinho" de fazer. Ah! que arroz de míscaros!
No dia seguinte, com um ligeiro atraso sobre a hora marcada fomos visitar uma olaria na povoação do Telhado, "A Casa do Barro". A tentativa de reanimar esta actividade produziu uma única artesã. Restam as memórias.
Regressados ao Fundão fizemos um passeio pelo centro histórico, passámos pelo mercado e entrámos no espaço António Paulouro, o coração e fundador em 1946 do célebre "Jornal do Fundão", de que é actual director um seu sobrinho.
Como já é costume, um pequeno acidente atingiu um dos companheiros. Deste vez a vítima foi a Silvina, que ficou com fortes dores num joelho. Porém, radiografada em Setúbal verificou-se que fracturara um dos dedos polegares.
O almoço foi de livre escolha, seguindo-se uma visita à Biblioteca Municipal. Aí esperava-nos uma surpresa: a Academia Sénior do Fundão actuou para nós: um conjunto musical com muitos instrumentos e, imagine-se, mais homens que senhoras.
Mas não ficaram sem resposta, um improvisado grupo de cantares deu a conhecer àquelas pessoas o que é ter um Rio Azul.
No final um jogo de Cadavre Exquis produziu quatro poemas que se publicam no final.
E pronto, às 18,46 apanhámos o Intercidades, no Fundão com destino a Lisboa, trazendo a sensação de, para além de termos feito um passeio cultural, levamos um pouco do nosso carinho e da nossa solidariedade a uma zona martirizada pelo fogo. Sentimos no semblante das pessoas com quem nos cruzámos, por onde quer que  andássemos que éramos vem-vindos. É um dever, não precisa de agradecimentos.  




A partida e a chegada



Castelo Novo










A casa onde Eugénio de Andrade viveu até aos 7 anos









Com o afilhado


























O Hotel "O Alambique de Ouro"






A Casa do Barro, em Telhado





O Fundão





 Na Biblioteca




















FIM





É este o poema colectivo, produzido através do jogo Cadavre Exquis