Visitar o museu do teatro é uma nostálgica viagem ao passado recente, nalguns casos, noutros um pouco mais distante. Os objectos pessoais expostos, muitos pertencentes a artistas que ainda chegámos a conhecer, tornam mais vivas recordações de outros tempos.
E são a boquilha e os alfinetes de Amélia Rey Colaço, as pulseiras de Amália Rodrigues e a peiñeta deAlma Flora. Também os sapatinhos de Hortense Luz ou a bengala que Palmira Bastos usou em "As árvores morrem de pé" marcam presença ao lado de figurinos de Almada Negreiros e ainda a presença da imponente cadeira de Almeida Garrett.
O vasto e interessantíssimo conjunto das marionetas do "Judeu" lá estão para recordar o fim trágico do seu jovem autor.
Num plano diferente, são dignos de alguma atenção os artefactos dos bastidores com que se imitavam os ruídos da chuva e do vento, os primitivos sistemas de iluminação e por aí adiante... Valeu a pena.
Museu do Teatro, 27 de Janeiro de 2017
Sem comentários:
Enviar um comentário