A viagem de
fim do ano lectivo de 2025/2026 foi um cruzeiro aos fiordes da Noruega.
Assim, pela
madrugada do dia 22 de Maio de 2026, os quarenta e cinco companheiros de
jornada embarcaram no autocarro que os levaria ao aeroporto de Lisboa, donde
seguiriam para Copenhaga.
No local
combinado, o guia José Ferraz Cardoso já nos aguardava. Este guia, durante toda
a viagem demonstrou simpatia, sentido de humor e bons conhecimentos, que
fizerem jus ao galardão profissional que lhe foi atribuído e que fez questão de
referir mais do que uma vez.
Chegados a
Copenhaga, o passeio conduzido pelo guia local Marcelo, com a sua linguagem
meio aportuguesada, começou pela antiga cidade portuária de Dragor, em
deambulação pela cidadezinha antiga em que o amarelo predomina na pintura das
casas. Ao longe avista-se a ponte que faz a ligação por terra à Noruega através
da Suécia.
Já propriamente na cidade de Copenhaga passagem pelos locais mais emblemáticos como a Casa da Ópera e a Câmara Municipal.
Depois de um dia de caminhada a seguir a uma noite mal dormida, o corpo já pedia o descanso que o Hotel Scandic Spectrum nos prometia.
No dia seguinte pela manhã continuação da visita à cidade, passando pela Porta dos Elefantes, que faz parte da antiga fábrica de cerveja Carlsberg, podendo ver-se nela as saídas das descargas directas para a rua dos restos da produção da cerveja e continuamos visitando castelo de Rosenborg, Palácio Real convertido em museu.
As bicicletas
invadiram a cidade e têm prioridade alargada. Grandes parques de estacionamento
para estes veículos povoam toda a cidade.
Ao longe uma
chaminé alta e fumegante assinala as instalações de incineração de lixo. A
cobertura em rampa é utilizada como pista seca de esqui e as paredes para
escalada.
Para terminar,
inevitavelmente, umas fotos à emblemática escultura de bronze a Pequena Sereia,
junto ao passeio à beira-mar, nas margens do Báltico.
Atracado em Copenhaga o navio Costa Diadema, com os seus mais de trezentos metros de comprimentos, aguarda a nossa chegada.
Cumpridas as
formalidades de embarque, que inclui fotografia para controlo de entradas e
saídas, há que encontrar o deck e depois a cabine num daqueles longuíssimos
corredores e encontrar o bufete para um almoço já tardio.
O interior do
navio, sendo bonito, não é de espantar, mas tem tudo o que é normal nos
cruzeiros para aliviar o saldo dos cartões obtidos e carregados ou ligados a
uma conta à chegada, já que não há dinheiro vivo em circulação no navio. Tudo
facilitado para pagar nas lojas, bares, casino, restaurantes, massagens,
cabeleireiro, etc.
Duas noites e
um dia de navegação e chegada a Flam, no fiorde de Aurlandsfjorden, braço do
maior fiorde da Noruega, o Sognefjord.
Em Flam, onde
já se podem ver as quedas de água descendo a montanha, subimos para o autocarro
para início do percurso até Voss. Como resultado de conversa amigável entre o
nosso guia e o motorista, este teve a gentileza de fazer um desvio e visitar a
aldeia de Undredal, localidade que apresenta ainda aspectos dos antigos
Vikings. No seu embarcadouro, uma curiosidade: uma sauna à beira da água, ao
lado de uma pilha de caiaques amarelos.
Continuamos
para Stalhein, para apreciar a paisagem que se disfruta do muro-miradouro do
Hotel Stalhein. Com neve à vista e cascatas descendo a montanha chegámos a Voss
para apanhar o comboio para Myrdal. Em Myrdal mudança de comboio, passamos para
o Flamsbana. Com neve junto à via, início de uma descida de mais de oitocentos
metros até Flam.
Mais a baixo,
à saída de um túnel, paragem para ver a espectacular cascata Kjkosfossen, com
uma surpresa anunciada pelo guia: canto do nos rochedos que ladeiam a cascata,
por duas atrizes vestidas de vermelho, aparecendo alternadamente, no cimo das
rochas ou mais a baixo junto à água. Até Flam cascatas sempre presentes e de
novo no navio rumo a Alesund.
A vida a bordo
é frenética: ginásio, piscinas (a meteorologia local não aconselha a exterior),
bares, música ao vivo, dança, teatro. Até empregados (seriam empregados ou
artistas disfarçados de empregados?) se associam à festa num momento de dança à
hora do jantar, por entre as mesas.
Vários bufetes
e restaurantes saciam os apetites. A comida é variada e ao jantar tem requinte.
Os desperdícios nos bufetes são chocantes.
Desembarque em
Alesund, terra de frio, onde para compensar a falta de sol e luz os habitantes
colocam pequenos candeeiros no interior das casas junto às janelas. O guia
chamou a atenção para uma curiosidade: grades nos beirais dos telhados para
impedir a queda de blocos de gelo, que deslisando dos telhados possam cair
sobre os transeuntes.
Finda a visita
regresso a bordo para rumar a Stavanger. Aí chegados, passeio pela cidade com destaque
para a catedral, o antigo poço comunitário e a biblioteca pública. No porto
está atracado o histórico navio de carga e passageiros Rogaland, com mais de
cem anos, que já esteve afundado. Tempo ainda para umas comprinhas,
nomeadamente o chocolate Freia, o mais conhecido da Noruega.
De novo a
bordo para início de mais uma longa jornada até Kiel e daí, de autocarro, para Lubeck.
Entrada em
Lubeck pela chamada Porta da Cidade ou de Holstein com os seus dois inclinados
torreões. Deambulação pela parte antiga da cidade, numa ilha que já foi
península. Grande parte das construções têm paredes de tijolo à vista, que lhe
dá um ambiente tranquilo e a sensação de estarmos noutro tempo. Cinco igrejas
marcam a zona repartindo entre si os antigos frequentadores organizados pelas
principais actividades económicas. Passagem por algumas delas e pelo antigo
hospital. Imperdível é a entrada na loja Niederegger para a compra da
especialidade local: o massapão, nas suas diversas vertentes. Na montra uma
reprodução da porta da cidade e outros edifícios, construída com a
especialidade que ali se vende. Continuando a caminhada, passagem pelas casas
onde viveram Gunter Grass, prémio nobel da literatura e Willy Brandt prémio
nobel da paz. E, para recuperar o ânimo, nada como uma cervejinha na Praça da
Câmara.
Regresso a
Kiel e de novo no navio com um adeus celebrado com um pôr-do-sol no Báltico.
Desembarcados,
terminamos o passeio com uma visita ao museu Glypotek em Copenhaga, outra
iniciativa da cervejeira Carlsberg, com o seu jardim de inverno e as várias
salas de exposição de pintura e escultura, uma das quais praticamente dedicada
a August Rodin.
E pronto,
regresso a casa, num voo com alguma turbulência, com mais umas recordações na
mala.
Dragor

Flam























































































