CONVITE
Uma sessão rigorosamente a não perder. Entrada gratuita.
UNISETI – CINE MAIOR
IDADE, 2 DE DEZEMBRO 2022
Coordenação: Arlindo
Mota e Maria Alice Silva
CONVITE
Uma sessão rigorosamente a não perder. Entrada gratuita.
UNISETI – CINE MAIOR
IDADE, 2 DE DEZEMBRO 2022
Coordenação: Arlindo
Mota e Maria Alice Silva
XIX ANIVERSÁRIO, 4 de Novembro de 2022
Exma Senhora Vice-Presidente da Câmara, Drª Carla Guerreiro
Exmo Senhor Presidente da União das Freguesias de Setúbal,
Sr. Rui Canas
Exmo Senhor Membro do
Executivo da Junta de Freguesia de São Sebastião, Sr. Luís de Matos
ESTIMADOS PROFESSORES, ALUNOS E COLABORADORES
Comemoramos hoje o XIX ano da criação da UNISETI num momento em que ainda vivemos rodeados por um inimigo obscuro que nos tolhe as opções disponíveis e que determina, sem avisar, que o definitivo se converta em provisório.
Mas começamos a viver o
presente e este, cogitava o filósofo é,
em certa medida, solidão, pois não colhe, nem o reconhecimento do passado, nem
vive o frémito e a esperança do futuro. Mas é nele que vivemos e que temos de
afeiçoar para que a nossa vida mereça a pena ser vivida, de bem connosco e com
os outros que fazem parte do todo, onde se integra a comunidade UNISETI.
Estes dois últimos anos
tiveram consequências que só o futuro se encarregará de determinar: pessoais,
de bem-estar, institucionais. Por isso é com júbilo acrescido nos reunimos aqui todos, neste magnífico
auditório gentilmente cedido pela nossa autarquia, para comemorar quase duas
dezenas de anos de vida da nossa Universidade Sénior.
Teremos oportunidade para
verificar que o corpo das disciplinas ministradas equivalem ao que o ano
lectivo 2019/2020 nos oferecia e algumas estão em lista de espera, aguardando
que as ampliações no Parque do Bonfim estejam concluídas,
Por outro lado, a dinâmica
extra-escolar que era uma característica do período pre-pandémico, está de
volta: em Setembro e em Outubro já viajámos até Lisboa, para assistir ao espetáculo
virtual e imersivo no Reservatório Mãe
d’ Água das Amoreiras, recomeçámos com a sala praticamente cheia o nosso
cine-clube CINE MAIOR IDADE e efectuámos a primeira viajem internacional deste
ano lectivo: a Ávila, Segovia e Madrid, com agrado geral.
Hoje o palco vai,
naturalmente, para os nossos artistas: o Grupo de Fado, o Grupo Coral de Cante
Alentejano, e três novidades: o recente Grupo de Teatro, criado em colaboração
com a ESE de Setúbal, o Grupo de Cordas e Guitarras e a estreia de um novo
agrupamento: Melodias de Sempre. Vai ser um prazer.
Mas o destaque vai para uma
homenagem que não podíamos deixar em claro: a atribuição do título de
professores Eméritos da Universidade Sénior, um, a título póstumo, ao
Professor António Quaresma Rosa, que criou e difundiu de forma original o saber
sobre a nossa cidade que denominou “Conhecer Setúbal”, de que aqui deixamos
registada a nossa saudade, o outro, à Professora Etelvina Bigas, que
ultrapassados as nove dezenas de anos, continua a ensinar inglês, com o
brilhantismo e entusiasmo de uma jovem professora. Embora por motivos e
circunstâncias diferentes, o Conselho de Administração da UNISETI atribui esta
justíssima homenagem.
(Noutro contexto, não
podíamos deixar de fazer uma referência aos nossos colegas Administradores
Maria do Carmo Branco e Américo Pereira, que continuam a recuperar de problemas
de saúde e que tanto gostariam de estar connosco. Uma especial saudação e
desejos de boas melhoras.)
Serão hoje também
distribuídos os diplomas UNISETI FIDELITAS que pretende agradecer a todos os
alunos e professores que durante o tempo da pandemia se mantiveram fiéis à sua
Universidade Sénior. Lembramos a finalizar o notável e profundo poema de Peter
Handke que aqui citámos há um par de meses: “Quando nos esquecíamos da data
corrente: isso sim eram tempos.
Isso sim era tempo.
Quando os sonhos eram um ir e vir do inferno
ao céu: Isso sim, eram tempos.”
Até breve,
Apresentamos as nossas
Calorosas Saudações Cordiais,
O Presidente do Conselho de
Administração
Arlindo Mota
Bem cedinho, pouco passava da cinco da manhã do dia vinte e nove de Outubro de dois mil e vinte e dois, partimos
rumo à aventura por terras de Espanha. Trinta e nove companheiros que pela
primeira vez depois da pandemia iriam gozar em conjunto um passeio
além-fronteiras com a razoável duração de quatro dias. Entreabria-se a porta
fechada há mais de dois anos para deixar passar uma réstia de esperança em
melhores dias.
Quase sem se dar por isso já estávamos por Santa Olalla, onde parámos
para almoçar, seriam 13,30 horas locais. Serviço relâmpago no restaurante
“Salamanquilha” e de novo na estrada.
Pelas dezasseis horas já descíamos a Rua da Princesa,
em Madrid, para dar início a uma visita panorâmica com passagem pelos locais
mais emblemáticos da cidade como a ponte de Segóvia, o Palácio Real e seus
jardins, a Praça de Espanha, a estação de Atocha entre outros locais. Seguiu-se
uma paragem de um par de horas para fazer um percurso a pé até à Praça Maior.
Era Sábado, bom tempo, ruas apinhadas de gente, esplanadas cheias, a Praça
Maior abarrotava. Regresso ao autocarro e todos para o hotel para descansar que
a jornada foi longa, ainda que suavizada pela excelente qualidade do autocarro
e pela competência inquestionável do condutor.
A jornada do segundo dia começou com a visita ao Vale
dos Caídos e à imponente basílica
com os seus 262 metros de comprimento totalmente escavada na rocha, a que se
tem acesso por uma monumental porta de bronze com mais de dez metros da
altura. No alto do monte onde a basílica foi escavada, uma cruz de 150 metros
domina a paisagem. Dentro da basílica
nada de fotografias.
O almoço no restaurante Alaska em S. Lourenzo do Escurial, teve lugar ao meio-dia e trinta, mais uma vez cedo, para contrariar os espanhóis que almoçam tarde. Depois do almoço seguiu-se a visita ao complexo de edifícios do Escurial, mandado construir por Filipe I de Portugal, certamente com algum dinheiro lusitano; os espanhóis dizem que o mandante da obra foi Filipe II de Espanha. A visita começou pela biblioteca, muito rica em decoração e recheio, apesar de mais de metade das obras ter sido consumida por um incendio. Seguiu-se a sala dos relicários com milhares de relíquias, grandes e pequenas, para todos os efeitos. O rei, que era muito pio, sempre vestido de negro como mostram as pinturas, tinha o seu palácio residencial distribuído por várias salas na basílica. O quarto onde dormia tinha vistas de um lado para o altar-mor e do outro para os jardins. Do outro lado do altar, em posição simétrica eram os aposentos da rainha. Descemos ao mundo dos mortos: os panteões dos reis e dos infantes. No primeiro separação das tumbas: homens de um lado e mulheres de outro, com raras excepções; no segundo só crianças. Tudo uma beleza tétrica. Mais salas, claustros, pinturas a óleo e a fresco, esculturas. Capelas são mais de quarenta. Tudo feito por bons artistas, que o rei não olhava a despesas.
Libertos da clausura fomos arejar até à estância de
Inverno de Navacerrada, no parque natural da serra de Guadarrama. Era já fim do
dia, o céu negro ameaçava chuva. Estavam nove graus e um ventinho agreste que
convidava à retirada para o hotel em Segóvia.
A alvorada do terceiro dia foi a horas razoáveis. Já na rua deparamos com um miradouro de quatro colunas que deu o nome de “Cuatro Postes” ao hotel onde ficámos. Deste Miradouro tem-se uma vista soberba sobre a cidade de Ávila. Para aí nos dirigimos. Franqueada uma das nove portas da cidade visitamos a catedral, que se integra na própria muralha, o convento de Santa Teresa, passeamos do Mercado Grande ao Mercado Pequeno e, já fora das muralhas, a basílica de V. Vicente. Almoço e regresso para visita a Segóvia.
Em Segóvia fomos recebidos por uma chuva miudinha, que
não impediu a progressão do grupo. O
monumental aqueduto desperta a admiração dos visitantes. Obra de romanos em
pedra seca que se mantem firme desafiando o tempo. Subindo em direcção à Praça
Maior deparamos com uma casa de bicos, com decoração exterior semelhante à da
Casa dos Bicos de Lisboa. Visita exterior à Catedral. Seguimos para o Alcazar
também para uma visita exterior, ou no interior para quem quis, rápida porque o
tempo não era muito e também havia quem quisesse visitar o interior da catedral,
estando já muito perto a hora do fecho para visitas.
E chegou o último dia. Pela manhã visita ao palácio
real de La Granja de Santo Ildefonso, mandado construir por Filipe V inspirado
no palácio de Versalhes e por isso também chamado de pequeno Versalhes. No
interior a flor de Lis está em todo o lado, marcando bem a presença dos
Bourbon. No exterior os jardins são um esplendor que as alterações do clima
nos permitiram apreciar porque, segundo a guia que nos conduziu na visita,
nesta altura do ano já tudo estaria gelado. Finda a visita voltámos a Segóvia
para almoçar com o apetite estimulado pela espectativa de meter o dente no
“Cochinillo Segoviano”, servido no restaurante “El Bernardino” especialista na
matéria, segundo voz corrente. Como entrada foi servido um guisado de feijocas com chouriço. Estava
tão saboroso que bem dispensava o cochinillo, mas o ritual tinha que se
cumprir. E veio o dito que foi colocado numa mesa no centro da sala para ser
trinchado, imagine-se, com um prato! Operação só possível perante a macieza do
bacorinho mal acabado de desmamar, se é que o chegou a ser. Depois, para concluir o ritual, o prato foi
atirado ao chão espalhando-se em cacos pela sala. Provado e aprovado eis o
veredito: o nosso é melhor.
Acabou-se a festa, regresso a casa onde chegámos pelas
dez da noite, do dia um de Novembro de 2022.
Madrid
El Escurial
Navacerrada
CONVITE
“O CASO SPOTLIGHT”: UM FILME DE REFERÊNCIA QUE ILUMINA UMA QUESTÃO QUE ESTÁ A AGITAR A SOCIEDADE PORTUGUESA
Um filme notável, de extraordinária actualidade, premiado com vários Óscares, é o primeiro filme a ser apresentado no CINE MAIOR IDADE do presente ano lectivo, no dia 21 de Outubro, pelas 15h no Cinema Charlot.
O CASO SPOTLIGHT «conta a fascinante e verídica história de investigação realizada pelo Jornal Boston Globe, e premiada com o prémio Pulitzer», que viria a abalar a cidade e causar uma crise numa das instituições mais antigas e credíveis do mundo».
Num momento em que A Igreja Católica em Portugal atravessa um intenso debate, após as denúncias de abusos sexuais perpetrados no seio da Igreja, ver e rever este filme, que é ao mesmo tempo um intenso triller de investigação, que acompanha os passos de uma das maiores histórias de crimes dos tempos modernos, é um justo tributo a um filme de causas que mudou a maneira de encarar um assunto que permanecera tabu até então.
Aqui fica o CONVITE para uma sessão rigorosamente a não perder.
UNISETI – CINE MAIOR IDADE 2022
Coordenação: Arlindo Mota e Maria Alice Silva
A UNISETI vai levar a efeito um novo projeto, TEATRO NA UNISETI 2022/23, em parceria com o grupo de Teatro do Instituto Politécnico de Setúbal.
Subirá à cena uma peça muito divertida! A FARSA DE MESTRE PATHELIN, com a direção e encenação de José Gil.
Se gostas de teatro e queres fazer parte deste desafio aparece nas audições, na próxima quarta-feira, dia 19 de outubro, pelas 14h, na Unidade 2 (Av. Alexandre Herculano, nº 22ª)
Os interessados devem inscrever-se na Secretaria da UNISETI. Esta é uma atividade gratuita.
Passava já um pouco das treze horas da passada Sexta-feira,
dia trinta de Setembro, quando surgiu o autocarro gentilmente cedido e mais
uma vez pela Junta de Freguesia da S. Sebastião, que levaria o grupo da
Uniseti à visita do Museu do Tesouro Real localizado no Palácio Nacional da
Ajuda.
Viagem curta e calma e naturalmente animada pelo burburinho
de cerca de quatro dezenas de companheiros e amigos que recomeçavam a desfrutar
do prazer do convívio, bem espelhado nas expressões felizes de todas as faces.
Chegados ao palácio passámos por um apertado controlo de
entradas, tipo aeroporto, com deposição em bandeja de todos os artigos
metálicos, com componente metálica ou por qualquer outro modo considerados
suspeitos ou perigosos, para controlo por raios X.
Passada esta barreira fomos acolhidos por uma guia que nos
indicou o elevador para ascender ao terceiro piso, fornecendo de imediato a
muito útil informação: as casas de banho são à saída à esquerda.
A guia, de uma eficácia sem reparos e sem dar grandes
hipóteses de lhe serem colocadas perguntas, começou por fazer uma breve resenha
da histórica contextualizando os objectos expostos. Depois apresentou a
caixa-forte onde as joias estão guardadas: uma imensa estrutura de alumínio e
aço desenvolvida em três níveis, com quarenta metros de comprimento por dez de
largura e outros tantos de altura. As portas blindadas pesam cinco toneladas.
As paredes exteriores reproduzem pepitas de ouro. Custou trinta e um milhões de
euros.
Entramos. Um mundo de brilho e beleza se nos depara. As
explicações da guia surgem em catadupa, nota-se que fala com conhecimento do
que diz, mas a sua prestação é prejudicada pela estreiteza do espaço que a
mantém afastada de grande parte dos visitantes, dispostos em fila e que nem
sempre conseguem captar as informações, resultando daí alguma dispersão das
atenções e os inevitáveis ruídos de fundo.
A obscuridade do ambiente faz sobressaltar o brilho das
joias, protegidas por vidro à prova de bala, cujos reflexos causam alguma
dificuldade aos fotógrafos do momento, dificuldade acrescida pelo espelhado de
algumas das bases em que os objectos repousam e que além disso interfere com o
brilho natural das peças que suportam.
E o percurso vai fazendo-se ao longo de quase oitocentas
peças, sem contar com as mil da mesa à francesa com baixela Germain encomendada
pelo rei D. José. Ladeando os corredores em profusão, há ouro em pepitas e
trabalhado, diamantes e outras pedras preciosas, joias, moedas, insígnias,
pratas de aparato. Seis valiosíssimas peças faltam aqui, foram roubadas há
vinte anos em Haia para onde foram por empréstimo, por isso não há neste
momento qualquer política de empréstimos. Casa roubada trancas à porta, é
sempre assim. Mas foi com a indemnização recebida que se cofinanciou a
construção do Museu. Para acondicionar as joias nas suas andanças, em Portugal
e para o Brasil e de lá para cá, lá estão também os baús em que se
transportavam
E assim se percorreram três pisos sempre a subir que só se dá
por isso quando se chega ao fim e se desemboca na cafetaria, não se resistindo
à atracção dos assentos que aguardam os exaustos visitantes.
